Mudança de perfil do consumidor faz empresas investirem em design
Devido a mais de uma década de estabilidade econômica, os brasileiros das classes C, D e E estão tendo mais facilidades para adquirir produtos que até pouco tempo eram predominantes apenas nas casas de famílias de classe A e B. Pesquisa divulgada recentemente pela financeira Cetelem mostra que a disponibilidade de renda das classes D e E é hoje de 2,5% – no ano passado era negativa em 16,5%. Além disso, no final de 2005, somente 25% das pessoas dessas faixas de renda tinha intenção de adquirir um eletrodoméstico. Ao final de 2006 a proporção subiu para 32%.
Para atender à demanda, algumas empresas brasileiras estão apostando nesse mercado e investem cada vez mais no desenvolvimento de produtos populares com melhores recursos e design mais refinado. “O perfil do consumidor popular evoluiu muito nos últimos anos, pois as pessoas passaram a comprar produtos que até recentemente só eram acessíveis às classes mais elevadas. Esta exposição tornou o senso estético mais refinado e o desejo por produtos com melhores recursos, mais forte na base da pirâmide de consumo.”, comenta Rodrigo Kniest, diretor da Muller, indústria de Santa Catarina fundada em 1949 que fabrica fogões e lavadoras para as classes C e D.
A Mueller tem uma parceria de mais de uma década com o escritório de design Chelles & Hayashi, que já desenvolveu o design de várias linhas da empresa. Para atender esta população, o estúdio criou o design das lavadoras SuperPop, ganhadora do Prêmio Design Museu da Casa Brasileira, e Belíssima, da Mueller, que neste ano, também lançou os fogões a gás Giorno e Davanti, e os fornos elétricos Sonetto e Prelúdio com projetos do estúdio.
Redação
eAgora.com.br