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Arquivos setembro, 2009

Vinte e seis senadores querem liberar web em 2010

A maior bancada da Casa, o PMDB, deve ser o fiel da balança na votação de amanhã no plenário. O partido ainda não fechou uma posição sobre o assunto.

O Senado tem 81 senadores, 19 deles do PMDB. Para derrubar as restrições à internet, é necessário a maioria do total. No mínimo 41 votos.

“Acho muito difícil regulamentar a internet”, disse o líder do partido, Renan Calheiros (PMDB-AL) ao UOL Notícias na manhã desta segunda-feira. “Mas a questão [de votar ou não nas restrições] ainda está aberta no PMDB. Vamos conversar antes da votação”.

Os líderes dos outros 3 maiores partidos da casa (DEM, PSDB e PT) já declararam ser favoráveis à derrubada do artigo que restringe a liberdade de expressão na web.

Apesar dos líderes serem contrários às restrições, PSDB e DEM deixarão a questão em aberto para que cada senador vote como desejar. Alguns deles ainda decidem como votarão amanhã.

O UOL Notícias acompanhará a votação desta terça-feira ao vivo. Depois, será publicado como votou cada senador.

Pela proposta de Marco Maciel (DEM-PE) e Eduardo Azeredo (PSDB-MG), os sites estarão proibidos de “dar tratamento privilegiado a candidato, partido ou coligação, sem motivo jornalístico que justifique”. Ou seja, estarão impedidos de declarar apoio a um ou outro candidato.

O direito de resposta estará previsto em qualquer blog de pessoa física, no Twitter e em redes sociais como Orkut e Facebook.

Os sites terão de seguir as mesmas regras de debate aplicadas à TV e Rádio. Terão de chamar ao menos dois terços dos candidatos e todos integrantes de partidos que tem ao menos 10 deputados federais.

Emendas propostas pelos senadores Aloizio Mercadante (PT-SP), Álvaro Dias (PSDB-PR) e Romero Jucá (PMDB-RR) revogam totalmente as restrições previstas por Maciel e Azeredo.

Caso a proposta seja votada, as novas regras não entram imediatamente em vigor. Para ter validade nas eleições de 2010, o projeto precisa ser aprovado no plenário do Senado, voltar à Câmara dos Deputados, ser sancionado pelo presidente Lula e ser publicado no Diário Oficial até o dia 3 de outubro – exatamente um ano antes da próxima eleição.

Veja abaixo a lista de senadores que querem derrubar as restrições e o e-mail daqueles que não declararam como votarão:

Quem vota para manter a restrição à web:

Marco Maciel (DEM-PE) – marco.maciel@senador.gov.br

Eduardo Azeredo (PSDB-MG) – eduardoazeredo@senador.gov.br

Quem vota a favor de derrubar a restrição à web:

Demostenes Torres (DEM-GO) – demostenes.torres@senador.gov.br

José Agripino (DEM-RN) – jose.agripino@senador.gov.br

Raimundo Colombo (DEM-SC) – raimundocolombo@senador.gov.br

Cristovam Buarque (PDT-DF) – cristovam@senador.gov.br

Osmar Dias (PDT-PR) – osmardias@senador.gov.br

José Sarney (PMDB-AP) – sarney@senador.gov.br

Pedro Simon (PMDB-RS) – simon@senador.gov.br

Romero Jucá (PMDB-RR) – romero.juca@senador.gov.br

Francisco Dornelles (PP-RJ) – francisco.dornelles@senador.gov.br

Renato Casagrande (PSB-ES) – renatoc@senador.gov.br

Álvaro Dias (PSDB-PR) – alvarodias@senador.gov.br

Arthur Virgílio (PSDB-AM) – arthur.virgilio@senador.gov.br

Aloizio Mercadante (PT-SP) – mercadante@senador.gov.br

Augusto Botelho (PT-RR) – augusto.botelho@senador.gov.br

Delcídio Amaral (PT-MS) – delcidio.amaral@senador.gov.br

Eduardo Suplicy (PT-SP) – eduardo.suplicy@senador.gov.br

Expedito Júnior (PR-RO) – expedito.junior@senador.gov.br

Fátima Cleide (PT-RO) – fatima.cleide@senadora.gov.br

Garibaldi Alves Filho -(PMDB-RN) garibaldi.alves@senador.gov.br

João Pedro (PT-AM) – joaopedro@senador.gov.br

Paulo Paim (PT-RS) – paulopaim@senador.gov.br

Tião Viana (PT-AC) – tiao.viana@senador.gov.br

Marina Silva (PV-AC) – marinasi@senado.gov.br

Sérgio Guerra (PSDB-PE) – sergio.guerra@senador.gov.br

Ideli Salvatti (PT-SC) – ideli.salvatti@senadora.gov.br

Gim Argello (PTB-DF) – gim.argello@senador.gov.br

Senadores que não declararam como votarão:

Adelmir Santana (DEM-DF) – adelmir.santana@senador.gov.br

Antonio Carlos Júnior (DEM-BA) – acmjr@senador.gov.br

Efraim Morais (DEM-PB) – efraim.morais@senador.gov.br

Eliseu Resende (DEM-MG) – eliseuresende@senador.gov.br

Gilberto Goellner (DEM-MT) – gilberto.goellner@senador.gov.br

Heráclito Fortes (DEM-PI) – heraclito.fortes@senador.gov.br

Kátia Abreu (DEM-TO) – katia.abreu@senadora.gov.br

Maria do Carmo Alves (DEM-SE) – maria.carmo@senadora.gov.br

Rosalba Ciarlini (DEM-RN) – rosalba.ciarlini@senadora.gov.br

Inácio Arruda (PcdoB-CE) – inacioarruda@senador.gov.br

Flávio Torres (PDT-CE) – flaviotorres@senador.gov.br

Jefferson Praia (PDT-AM) – jefferson.praia@senador.gov.br

João Durval (PDT-BA) – joaodurval@senador.gov.br

Almeida Lima (PMDB-SE) almeida.lima@senador.gov.br

Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) geraldo.mesquita@senador.gov.br

Gerson Camata (PMDB-ES) – gecamata@senador.gov.br

Gilvam Borges (PMDB-AP) – gilvamborges@senador.gov.br

Jarbas Vasconcelos (PDMB-PE) – jarbas.vasconcelos@senador.gov.br

Leomar Quintanilha (PMDB-TO) – leomar@senador.gov.br

Lobão Filho (PMDB-MA) – lobaofilho@senador.gov.br

Mão Santa (PMDB-PI) – maosanta@senador.gov.br

Mauro Fecury (PMDB-MA) – webmaster.secs@senado.gov.br

Neuto De Conto (PMDB-SC) – neutodeconto@senador.gov.br

Paulo Duque (PMDB-RJ) – paulo.duque@senador.gov.br

Renan Calheiros (PMDB-AL) – renan.calheiros@senador.gov.br

Valdir Raupp (PMDB-RO) – valdir.raupp@senador.gov.br

Valter Pereira (PMDB-MS) – valterpereira@senador.gov.br

Wellington Salgado (PMDB-MG) – wellington.salgado@senador.gov.br

César Borges (PR-BA) – cesarborges@senador.gov.br

João Ribeiro (PR-TO) – joaoribeiro@senador.gov.br

Magno Malta – (PR-ES) magnomalta@senador.gov.br

Marcelo Crivella (PRB-RJ) – crivella@senador.gov.br

Roberto Cavalcanti (PRB-PB) – robertocavalcanti@senador.gov.br

Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) – antval@senador.gov.br

Cícero Lucena (PSDB-PB) – cicero.lucena@senador.gov.br

Flexa Ribeiro (PSDB-PA) – flexaribeiro@senador.gov.br

João Tenório (PSDB-AL) – jtenorio@senador.gov.br

Lúcia Vânia (PSDB-GO) – lucia.vania@senadora.gov.br

Marconi Perillo (PSDB-GO) – marconi.perillo@senador.gov.br

Mário Couto (PSDB-PA) – mario.couto@senador.gov.br

Marisa Serrano (PSDB-MS) – marisa.serrano@senadora.gov.br

Papaléo Paes (PSDB-AP) – gab.papaleopaes@senado.gov.br

Tasso Jereissati (PSDB-CE) – tasso.jereissati@senador.gov.br

José Nery (PSOL-PA) – josenery@senador.gov.br

Serys Slhessarenko (PT-MT) – serys@senadora.gov.br

Epitácio Cafeteira (PTB-MA) – ecafeteira@senador.gov.br

Fernando Collor (PTB-AL) – fernando.collor@senador.gov.br

João Vicente Claudino (PTB-PI) – j.v.claudino@senador.gov.br

Mozarildo Cavalcanti – (PTB-RR) mozarildo@senador.gov.br

Osvaldo Sobrinho (PTB-MT) – webmaster.secs@senado.gov.br

Romeu Tuma (PTB-SP) – romeu.tuma@senador.gov.br

Sérgio Zambiasi (PTB-RS) – zambiasi@senador.gov.br

Flávio Arns (Sem partido-PR) – flavioarns@senador.gov.br

Publicidade na web funciona mesmo quando nao e clicada

Uma pesquisa da empresa norte-americana comScore, que mede a audiência na internet, mostrou que anúncios no formato de banner têm o mesmo impacto quando não são clicados. O levantamento analisou 139 campanhas publicitárias.

Segundo informações do UOL, a comScore utilizou dos grupos de internautas: o grupo de controle (que não foi exposto aos anúncios online) e o grupo de teste (que foi exposto).

Com os banners online o número de pessoas que acessaram o site dos anunciantes cresceu 66,6%, em comparação com o grupo dos que viram e dos que não viram a peça. Depois do início da campanha, a pesquisa apontou que o impacto continuou.

Após quatro semanas da primeira exibição, com a publicidade online o site dos anunciantes aumentou em 45,7% seu número de visitas. Cerca de 6,6% do grupo que teve contato com o anúncio visitou o site e 4,5% dos que não viram também visitou.

Buscas na internet

Com os banners crescem as buscas pelas marcas anunciadas na rede, com ferramentas como o Google. Entre os que não foram expostos à propaganda online, 0,2% buscaram a marca em questão e 0,3% dos que foram expostos pesquisaram, um aumento de 50%.

As vendas online cresceram 27% com os banners. Para cada 1.000 usuários que não viram as peças, as vendas chegaram a US$ 994. No outro grupo, o valor chegou US$ 1.263.

Os anúncios também aumentaram as vendas no meio offline, cerca de 16,6%. Chegou em US$ 9.905 entre os que não foram expostos e US$ 11.500 entre os que viram.

Redação Adnews

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